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Ombro congelado (capsulite adesiva): por que trava, quanto tempo dura e o que ajuda

Foto do escritor: Rogerio Serpone Bueno
Rogerio Serpone Bueno
há 7 dias
3 min de leitura

Atualizado: há 7 dias

A história costuma ser parecida: não houve queda, não houve pancada, e mesmo assim o ombro foi ficando dolorido e duro. Primeiro ficou difícil prender o sutiã ou pegar a carteira no bolso de trás. Depois, a dor começou a acordar a pessoa à noite. Quando chega ao consultório, muita gente já tentou de tudo achando que era tendinite.

O que é o ombro congelado

O ombro é envolvido por uma cápsula, uma espécie de "bolsa" de tecido que precisa ser elástica para o braço se mover em todas as direções. Na capsulite adesiva, essa cápsula inflama, engrossa e encolhe. O resultado é dor e perda de movimento, tanto para a pessoa levantar o braço sozinha quanto quando outra pessoa tenta movê-lo. Esse detalhe ajuda a diferenciar de uma lesão de tendão.

Quem tem mais risco

  • Pessoas entre 40 e 60 anos, com predomínio em mulheres.

  • Quem tem diabetes, em quem a capsulite é bem mais frequente e costuma ser mais teimosa.

  • Alterações da tireoide.

  • Quem ficou com o braço imobilizado ou passou por cirurgia recente, no ombro ou em outro lugar.

As três fases

A capsulite costuma seguir um caminho previsível, e entender em que fase você está muda o tratamento:

  • Congelamento: a dor é a protagonista, inclusive à noite, e o movimento vai diminuindo semana a semana.

  • Congelado: a dor tende a aliviar, mas o ombro fica no auge da rigidez.

  • Descongelamento: o movimento volta aos poucos, ao longo de meses.

Somadas, as fases costumam levar de um a três anos. A maioria das pessoas recupera um movimento bom para a vida do dia a dia, mas parte delas fica com alguma limitação residual. Por isso vale tratar, e não só esperar.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é principalmente clínico: a história e o exame físico, especialmente a perda da rotação do braço para fora. O raio-X serve para descartar artrose e outras causas de ombro rígido. Ultrassom e ressonância ajudam em casos selecionados, por exemplo quando há dúvida sobre uma lesão de tendão associada.

O que ajuda em cada fase

  • Controlar a dor é prioridade na fase inicial: medicação e, em muitos casos, uma infiltração dentro da articulação, que nessa fase costuma trazer alívio importante.

  • Fisioterapia com alongamentos suaves, dentro do limite da dor. Forçar demais na fase dolorosa costuma piorar, não acelerar.

  • Exercícios em casa, todos os dias, orientados pelo fisioterapeuta.

  • Controle do diabetes e da tireoide, quando presentes.

  • Em casos selecionados, hidrodilatação: uma injeção de volume dentro da articulação para distender a cápsula.

Quando a cirurgia entra na conversa

Para a minoria que, depois de meses de tratamento bem conduzido, continua com rigidez que limita a vida. A opção mais usada hoje é a liberação artroscópica da cápsula, feita por pequenas incisões. Depois dela, a fisioterapia precoce é parte essencial do resultado. Como qualquer cirurgia, tem riscos e recuperação próprios, que precisam ser discutidos com calma antes.

Quando procurar um especialista

Se o ombro está perdendo movimento, se a dor acorda você à noite ou se gestos simples, como vestir uma blusa, ficaram difíceis, vale uma avaliação. Na fase inicial, o tratamento costuma ter boa resposta, e identificar a capsulite cedo evita meses de tratamentos que não combinam com o problema.

Atendo no Einstein Morumbi e por teleconsulta. Se quiser entender o seu caso, é só chamar pelo WhatsApp: (11) 91416-7579.

Dr. Rogério Serpone Bueno · Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia do Ombro e Cotovelo · CRM/SP 105.133 · RQE 23065. Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.

 
 
 

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